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Memorial – Parte 1 17/03/2009

Posted by Julio Simões in Memorial.
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Por que Marabá?

Primeira parte do memorial descritivo sobre o livro-reportagem “Cine Marabá – O cinema do coração de São Paulo”

Sempre quando anunciava que estava fazendo um livro-reportagem sobre o Cine Marabá, era inevitável ouvir a pergunta: mas porque este cinema especificamente? Como resposta, explicava que a região central de São Paulo praticamente já não tinha mais nenhuma sala de cinema que exibisse filmes do circuito normal e que, à exceção do Olido (que é administrado pela Prefeitura Municipal e utilizado apenas em mostras), o Marabá era o único remanescente, o “último dos moicanos”, pelo menos até outubro do ano passado, quando fechou definitivamente as portas para ser restaurado e retornar triunfalmente como um complexo de cinco salas modernas – ironicamente o modelo de seus maiores rivais, os cinemas de shopping.

Foi nessa época de fechamento da sala, aliás, em que tive a idéia de realizar um livro sobre o cinema da Avenida Ipiranga. Observando a seção do jornal que divulga a programação das salas da capital, atentei para o fato de apenas uma sala aparecer na divisão “Centro”. Era o veterano Marabá, que ainda exibia filmes populares por R$ 7 (inteira) a quem passasse por ali do começo da tarde ao início da noite. Naquele momento, pensei que o fato de apenas um cinema do Centro ainda estar em pé daria uma bela pauta para uma revista de cultura, até porque aquela região já fora chamada Cinelândia, justamente por sua vocação cinematográfica.

Expliquei a idéia a uma amiga de sala (obrigado, Juliene!), que me abriu os olhos ao comentar que aquilo ali renderia até mesmo um projeto experimental, talvez um livro-reportagem. Desde aquele momento, contar a história do Cine Marabá e de pessoas ligadas a ele passou a ser minha idéia principal para o TCC que viria no ano seguinte. Depois disso, passei a pensar em companheiros para me ajudar na empreitada, assim como a estudar nomes de possíveis professores-orientadores. No começo de 2008, entretanto, os escolhidos para tocar o projeto comigo acabaram tomando outro rumo, o que me levou a tomar coragem para escrever o livro-reportagem sozinho e a escolher o professor Celso Unzelte como meu orientador. Assim, com a equipe formada, comecei a apuração do projeto em fevereiro de 2008.

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