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Memorial – Parte 2 17/03/2009

Posted by Julio Simões in Memorial.
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Personagens

Segunda parte do memorial descritivo sobre o livro-reportagem “Cine Marabá – O cinema do coração de São Paulo”

Nos primeiros meses deste ano, foquei meu trabalho na busca de personagens que tivessem alguma lembrança pessoal do Cine Marabá. A intenção era compor um mosaico de histórias de pessoas relacionadas à sala do Centro, construindo assim a própria trajetória do cinema. Contudo, a dificuldade para localizar quem tivesse vivido a primeira fase do cinema, entre os anos 1940 e 1950, fez com que a idéia de fazer um livro com memórias dos freqüentadores fosse repensada. Assim, eu e o orientador achamos melhor focar em alguns poucos – porém representativos – personagens, dando a eles um capítulo inteiro, nos quais contaria sua história de vida ligada ao cinema e às salas, principalmente o Marabá.

Com esta mudança editorial decidida, continuei a busca por personagens e acabei localizando gente mais jovem do que os desejados “velhinhos” de 70 ou 80 anos. E mesmo que estas não tenham entrado como um capítulo próprio no livro, suas memórias serviram como base para reconstruir a atmosfera vivida naquela época, aspecto este que considerei importante para dar a dimensão exata do que as salas de cinema, principalmente as do Centro, representaram no passado.

Este período de busca por personagens começou no início do ano e transcorreu até o segundo semestre, quando o livro já estava sendo escrito. A principal “conquista” nesta busca foi, sem dúvida, o professor e montador de cinema Maximo Barro. Afinal, o acadêmico freqüentou o cinema em seu primeiro ano de funcionamento e, apesar dos 78 anos de idade, ainda mantém uma memória suficiente para lembrar qual o primeiro filme visto na tela do Marabá. No entanto, o contato com aquele que viria a ser o exemplo da primeira fase do livro demorou a acontecer.

Depois de esbarrar em fontes com pouca força para se tornar referência no livro, acabei chegando a Maximo Barro por meio de outra fonte importante, o jornalista e pesquisador Inimá Simões, que apesar do sobrenome idêntico ao deste autor, não tem qualquer grau de parentesco reconhecido. “Olha, tem uma pessoa que eu acho que você deveria conversar sobre o Marabá: o professor Maximo Barro. Fora ele, não vejo muito mais gente que possa te dar relatos sobre isso”, comentou o autor de Salas de Cinema em São Paulo, livro publicado em 1990 e principal referência para este trabalho, durante uma das entrevistas que tivemos.

Assim, por todas as informações e impressões relatadas durante as entrevistas, Maximo Barro e Inimá Simões acabaram sendo escolhidos para representarem a primeira e segunda fase do livro, respectivamente. Um pouco antes, já havia encontrado aquela que viria a ser a terceira personagem a ganhar um capítulo próprio no livro: Tieta, ex-funcionária do Marabá. Com seu jeito extrovertido e muitos anos de “casa”, entendi que ela poderia render boas histórias sobre a fase atual do cinema, representando no livro aquela que seria a última e mais recente fase. No fim das contas, tanto ela quanto os outros personagens conseguiram se integrar bem ao livro, principalmente por manterem até hoje uma relação afetiva com o cinema.

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