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Memorial – Parte 4 17/03/2009

Posted by Julio Simões in Memorial.
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No apagar das luzes

Quarta e última parte do memorial descritivo sobre o livro-reportagem “Cine Marabá – O cinema do coração de São Paulo”.

Mesmo tendo oito meses para recompor a história da sala localizada no número 757 da Avenida Ipiranga, a última entrevista só se concretizou a uma semana e meia da entrega oficial do livro-reportagem. Embora a intenção fosse apenas colher impressões e informações sobre os projetos de reforma do cinema, sem tocar em qualquer assunto polêmico, foram necessários quatro meses de negociações com a PlayArte para conseguir ficar frente a frente com a presidente Elda Bettin Coltro. A principal justificativa dos assessores da empresa ao longo deste período? “A presidente é uma pessoa muito ocupada e não tem tempo para entrevistas”. Tudo bem, eu espero.

E lá se foram quatro meses de ligações quase diárias à assessora de imprensa, que se limitava a tentar marcar com a dona Elda, mas nunca obtinha sucesso. Afinal, apesar de já ter passado os 60 anos de idade, a presidente ainda mantém o pique e faz questão de participar pessoalmente de todos os eventos e decisões da empresa, que além de uma vasta rede de cinemas ainda é distribuidora e produtora de filmes.

Com o passar do tempo e a extinção do prazo, porém, passei a pressionar a empresa com datas. Estipulei um limite anterior a entrega oficial para ver se era atendido, mas nem assim consegui um horário na agenda da presidente. Depois arranjei outro contato dentro da empresa e, usando o mesmo método de pressão (“tenho data para entregar, preciso saber se ela vai dar essa entrevista logo ou não”), consegui que uma data fosse marcada: 22 de outubro de 2008, 17h30, sede da PlayArte.

No entanto, pouco tempo antes do horário marcado para o encontro, fui surpreendido por uma ligação telefônica que cancelava a entrevista. Porém, como já estava a caminho, decidi ir até a sede para pressionar pessoalmente. Antes de chegar lá, reafirmei por telefone que estava a quatro meses negociando, que não poderia esperar mais tempo pela entrevista e que estava a caminho para resolver o assunto. Ouvi um “então venha, a dona Elda vai tentar encaixá-lo em algum horário”.

Lá, acabei sendo atendido pela presidente um pouco mais de uma hora após o horário combinado, na sala de reuniões da empresa. Simpática e muito vaidosa, Elda desculpou-se pelo inconveniente e, acompanhada pela filha Rita, atendeu a todas as minhas questões sobre o Marabá por quase duas horas, num bate-papo descontraído. Contou a história da empresa, mostrou fotos, confirmou detalhes do projeto de restauração do Marabá e opinou sobre o futuro da sala. Enfim, falou sobre tudo aquilo que eu tanto havia esperado. Eu tinha ali, enfim, o material necessário para finalizar o livro. Ufa.

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